Última atualização em 16 março, 2026
A Meta estaria avaliando realizar uma nova rodada de demissões que pode atingir 20% ou mais de seus funcionários. A possível medida faz parte de um processo de reorganização interna enquanto a empresa aumenta os investimentos em inteligência artificial e busca tornar suas equipes mais eficientes.
Ainda não existe uma data definida para os possíveis cortes, e o número final de funcionários afetados também pode mudar. Internamente, executivos da empresa já estariam discutindo diferentes cenários para reduzir custos e adaptar a estrutura da companhia ao novo foco em tecnologia e automação.
Se confirmada, essa seria uma das maiores reduções de pessoal da história recente da empresa. A Meta já havia passado por um processo semelhante entre o final de 2022 e o início de 2023, período em que realizou milhares de demissões durante um plano de reestruturação voltado para aumentar a eficiência operacional.
Atualmente, a empresa conta com cerca de 79 mil funcionários.
Tópicos deste artigo
Aposta cada vez maior em Inteligência Artificial
Nos últimos meses, o CEO Mark Zuckerberg tem reforçado a estratégia de transformar a Meta em uma das principais empresas do mundo no desenvolvimento de inteligência artificial generativa.
Para isso, a companhia vem investindo fortemente em infraestrutura e também na contratação de especialistas da área. Alguns pesquisadores de IA receberam propostas com pacotes de remuneração avaliados em centenas de milhões de dólares ao longo de vários anos, segundo informações do setor.
A empresa também planeja investir cerca de US$ 600 bilhões até 2028 na construção de novos data centers, fundamentais para treinar e operar modelos avançados de inteligência artificial.
Além dos investimentos em infraestrutura, a Meta também tem buscado expandir sua atuação por meio de aquisições no setor. Entre elas estão a compra da plataforma social Moltbook, voltada para agentes de IA, e negociações envolvendo a startup chinesa Manus AI.
Segundo Zuckerberg, os avanços em inteligência artificial já estão trazendo mudanças dentro da empresa. Em alguns casos, projetos que antes exigiam equipes grandes agora podem ser realizados por equipes menores ou até por um único profissional altamente especializado.
Mudanças refletem transformação no setor de tecnologia
A possível reestruturação da Meta acompanha um movimento mais amplo entre grandes empresas de tecnologia. O avanço das ferramentas de inteligência artificial tem levado companhias a reverem suas estruturas internas e reduzirem custos.
Recentemente, a Amazon anunciou cortes que afetaram cerca de 16 mil funcionários, enquanto outras empresas do setor também passaram por reestruturações semelhantes.
Para alguns executivos, o crescimento da inteligência artificial está mudando a forma como empresas são organizadas, permitindo que equipes menores realizem tarefas que antes exigiam estruturas muito maiores.
Desafios no desenvolvimento de novos modelos
Mesmo com investimentos bilionários, a Meta ainda enfrenta desafios no desenvolvimento de seus próprios modelos de inteligência artificial.
Um dos projetos mais recentes da empresa, o Llama 4, recebeu críticas após questionamentos sobre resultados apresentados em testes de desempenho nas primeiras versões.
Além disso, a companhia acabou cancelando o lançamento da versão mais avançada do modelo, chamada Behemoth, que estava prevista anteriormente.
Atualmente, equipes da empresa trabalham em um novo modelo de IA chamado Avocado, que tem como objetivo melhorar a competitividade da Meta na corrida global pela inteligência artificial. Entretanto, os resultados iniciais do projeto ainda estariam abaixo das expectativas internas.
Fonte: Reuters

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