Última atualização em 13 março, 2026
A Adobe chegou a um acordo de 150 milhões de dólares para encerrar um processo movido pelo governo dos Estados Unidos, que acusava a empresa de dificultar o cancelamento de assinaturas e esconder taxas de rescisão de consumidores, informou o Departamento de Justiça nesta sexta-feira.
O acordo prevê o pagamento de 75 milhões de dólares em multa civil e 75 milhões em serviços gratuitos para clientes, e ainda depende de aprovação judicial.
Segundo a denúncia apresentada em junho de 2024, a Adobe ocultava custos do seu plano “anual mensal pago”, que poderiam chegar a centenas de dólares, dificultando a visibilidade para os usuários. Além disso, o processo de cancelamento era considerado complicado: quem tentava encerrar assinaturas online precisava navegar por várias páginas, enquanto cancelamentos por telefone exigiam repetição de procedimentos e contato com múltiplos representantes.
O governo afirma que a Adobe violou a Restore Online Shoppers’ Confidence Act, legislação de 2010 que exige clareza na cobrança de taxas e consentimento explícito do consumidor. O acordo também inclui a resolução de reivindicações contra dois executivos da empresa.
“Os consumidores americanos merecem poder fazer escolhas conscientes sobre onde gastar seu dinheiro”, afirmou Brett Shumate, chefe da divisão civil do Departamento de Justiça.
A Adobe, por sua vez, declarou que tornou seus processos de cadastro e cancelamento mais transparentes nos últimos anos. “Embora discordemos das alegações do governo, estamos satisfeitos em resolver a questão”, disse a companhia.
As assinaturas representam 97% da receita de US$ 6,4 bilhões da Adobe no trimestre encerrado em fevereiro de 2026. O anúncio do acordo veio um dia após o CEO Shantanu Narayen anunciar sua saída após mais de 18 anos à frente da empresa.
Fonte: Reuters

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